


A nova edição da Gartner CIO and Technology Executive Agenda 2026, baseada em entrevistas com mais de 2.500 CIOs e executivos de tecnologia que gerenciam cerca de US$ 274 bilhões em investimentos globais de TI, revela uma mudança profunda no papel da liderança tecnológica. O estudo mostra que 2026 será o ano em que a inteligência artificial — especialmente a IA generativa e os agentes inteligentes — deixa de ser experimentação para tornar-se base estrutural da estratégia corporativa.
Segundo a Gartner, a agenda dos CIOs está sendo moldada por três eixos principais:
Adoção acelerada de IA,
Modernização e resiliência da arquitetura de TI,
Fortalecimento da segurança e da governança digital.
A pesquisa evidencia que os líderes de tecnologia estão sob pressão crescente para entregar valor de negócio tangível, sustentado por decisões de investimento mais precisas e alinhadas às prioridades estratégicas de cada organização.
IA como núcleo da competitividade em 2026
O relatório aponta que a IA generativa se torna a principal força transformadora para os próximos dois anos. A adoção de modelos avançados, agentes corporativos e automação inteligente passa a ser vista não apenas como inovação, mas como infraestrutura crítica para produtividade, experiência do cliente, eficiência operacional e novos modelos de negócio.
Para os CIOs, o desafio migra da experimentação para execução em escala, o que exige bases robustas de dados, governança, interoperabilidade entre sistemas e equipes preparadas para operar novas tecnologias.
Legados tecnológicos e modernização contínua entram no topo da agenda
Outro destaque do estudo é a urgência na modernização de sistemas legados e arquiteturas de TI, consideradas hoje um dos maiores obstáculos à transformação digital plena.
A pressão por velocidade, escalabilidade e integração com IA faz com que CIOs priorizem:
ambientes multicloud,
plataformas modulares,
modernização de bancos de dados,
gestão de APIs,
e estratégias de “tech debt reduction”.
Segundo a Gartner, organizações que não avançarem na reestruturação de seus ambientes correm o risco de perder competitividade justamente no momento em que IA e automação se tornam fatores decisivos no mercado.
Cibersegurança e governança digital ganham novo peso estratégico
Com a expansão de riscos associados à IA generativa — como ataques mais sofisticados, manipulação de modelos, deepfakes e vulnerabilidades em cadeias de fornecedores — a cibersegurança volta ao centro da estratégia, agora vinculada a governança, compliance e soberania de dados.
Entre as prioridades citadas pelos executivos estão:
modelos de segurança baseados em IA,
verificação de confiabilidade de modelos (AI Trust),
gestão regionalizada de fornecedores,
redução de riscos regulatórios,
e fortalecimento da resiliência operacional.
A Gartner indica que a segurança passa a ser medida não apenas por proteção, mas pela capacidade de resposta, continuidade e adaptação diante de novos vetores de ataque.
Guerra por talentos e reskilling emergem como barreiras críticas
A escassez de profissionais especializados — especialmente em IA, dados, segurança e engenharia de plataformas — aparece como um dos fatores mais preocupantes para CIOs em 2026.
A resposta das organizações tende a incluir:
programas massivos de reskilling,
redefinição de funções técnicas,
contratação baseada em competências digitais,
e uso de IA para aumentar a eficiência das próprias equipes de TI.
Para a Gartner, empresas que avançarem na formação de times híbridos — complementados por automação e agentes de IA — terão vantagem competitiva significativa.
Por que esta agenda importa para o Brasil e para a Digital Tech Show
O levantamento da Gartner reforça o que o ecossistema brasileiro de tecnologia já percebe: IA, modernização, dados e segurança são as forças que vão determinar competitividade empresarial nos próximos anos.
Eventos como a Digital Tech Show 2026, o AI Innovation Show, o AI + IM Brazil Forum, o Cyber Security Conference, o Data Science Fórum e os demais encontros realizados pelo IIMA e ABEINFO tornam-se plataformas essenciais para que executivos, fornecedores e especialistas discutam caminhos reais para implantação, escala e governança dessas tecnologias.
A agenda global dos CIOs confirma que 2026 será um ano de decisões estruturais — e o Brasil entra nesse movimento com enorme potencial.