


O avanço da inteligência artificial dentro das empresas não está apenas transformando processos — também está mexendo com a saúde mental dos trabalhadores. De acordo com o Upwork Research Institute, um em cada três funcionários pretende deixar o emprego nos próximos seis meses, citando sobrecarga e frustração com as novas demandas impostas pelas ferramentas de IA.
O levantamento mostra que, apesar das promessas de eficiência, 65% dos profissionais encontram dificuldades para atender às metas de produtividade relacionadas ao uso da IA. Para muitos, isso resulta em ansiedade, perda de engajamento e sensação de esgotamento.
A pesquisa também revela que determinados grupos, como mulheres e jovens da geração Z, relatam níveis ainda mais altos de estresse. Especialistas alertam que, se não houver estratégias de adaptação mais equilibradas, a adoção da IA pode intensificar a rotatividade, corroendo a base de talentos das organizações.
Com isso, a mensagem do estudo é clara: investir em inteligência artificial não pode significar negligenciar a inteligência emocional. Empresas que não cuidarem do bem-estar de seus colaboradores correm o risco de perder o que têm de mais valioso — as pessoas que fazem a inovação acontecer.