


Brasília, 9 de outubro de 2025 — Em sua última sessão no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Luís Roberto Barroso apresentou uma carta de despedida marcada por emoção, gratidão e defesa firme dos valores democráticos. Após doze anos na Corte — dois deles como presidente — Barroso anunciou sua aposentadoria e afirmou não ter “qualquer apego ao poder”, desejando dedicar mais tempo à vida pessoal, à literatura e à espiritualidade.
Em seu pronunciamento, relembrou a jornada pelo país “do Oiapoque ao Chuí”, o diálogo com diferentes segmentos da sociedade e reafirmou sua fé “nas pessoas, no bem, na boa-fé e na gentileza”. Destacou ainda a importância da educação pública, que considera base de sua trajetória, e fez uma defesa contundente da imprensa profissional, afirmando que “mentir precisa voltar a ser errado de novo”.
Sem mágoas, Barroso disse deixar o tribunal “com o coração apertado, mas a consciência tranquila de quem cumpriu a missão de sua vida”. A carta encerra um ciclo de mais de 40 anos de serviço público, com um legado marcado por civilidade, compromisso democrático e afetividade.