Notícia nº 147

Agentes de IA se tornam ferramenta essencial do trabalho digital, revela pesquisa da Perplexity em parceria com Harvard

Levantamento de grande escala mostra que, ao contrário das previsões do mercado, agentes são usados principalmente para tarefas cognitivas e de alta complexidade — e não apenas para funções simples de automação

O ano de 2025 foi marcado pela explosão do termo “agentes de IA” em eventos, lançamentos e discursos de big techs. Mas afinal, como esses agentes estão sendo usados na vida real? Para responder a essa pergunta, a Perplexity AI, em parceria com pesquisadores da Universidade de Harvard, conduziu o primeiro estudo de grande escala sobre o tema — e os resultados revelam um cenário bem diferente do que muitos imaginavam.

A pesquisa analisou centenas de milhões de interações anônimas com o Comet, navegador inteligente da Perplexity, e seu assistente integrado. O objetivo era entender quem usa agentes, com que intensidade e para quais tipos de tarefas.

Os achados desmontam a ideia de que agentes de IA seriam utilizados apenas para tarefas simples, como agendar compromissos, reservar viagens ou responder perguntas triviais. Segundo o estudo, 57% das atividades registradas envolvem trabalho cognitivo complexo, exigindo raciocínio, síntese e tomada de decisão. Isso inclui desde criar relatórios, analisar dados e estruturar ideias até resolver problemas técnicos.

Outra constatação surpreendente é que 36% dos usos estão relacionados à produtividade, como organizar fluxos de trabalho, revisar documentos, resumir conteúdos extensos e filtrar informações. Já 21% das interações envolvem tarefas de aprendizagem e pesquisa, com estudantes e profissionais delegando parte do estudo, curadoria e análise de materiais ao agente.

Os pesquisadores destacam que os agentes estão sendo usados exatamente para aquilo que ninguém gosta de fazer manualmente: tarefas demoradas, repetitivas ou mentalmente cansativas. Em vez de substituir atividades humanas de alto valor, eles atuam como um ampliador de capacidades, permitindo que indivíduos ganhem tempo e foco.

O estudo também identificou que a adoção é maior entre profissionais com alta escolaridade e em países com maior PIB per capita, especialmente em áreas como tecnologia, marketing, consultoria, finanças e comunicação. Para a Perplexity, isso indica que os agentes estão se tornando rapidamente parte da infraestrutura digital de trabalhadores do conhecimento.

Os resultados reforçam uma tendência clara: a próxima onda da inteligência artificial não será apenas conversacional — será operacional. Agentes preparados para agir, executar, cruzar dados e transformar intenções em realizações devem se consolidar como o próximo grande salto da produtividade global.

Esse debate estará presente na Digital Tech Show 2026, que reunirá especialistas e empresas nos dias 5 e 6 de maio, em São Paulo, para analisar o impacto dos novos agentes autônomos no futuro dos negócios e da tecnologia.

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