Notícia nº 136

Brasil entre os países emergentes que mais adotam IA generativa, aponta estudo da Cisco/OCDE

Um novo estudo global conduzido pelo Digital Well‑being Hub — iniciativa da Cisco com a OCDE — revela divisões geográficas e geracionais marcantes no uso de inteligência artificial generativa (IA) e no bem-estar digital.

Destaques da pesquisa

  • Economias emergentes como Brasil, Índia, México e África do Sul lideram a adoção global de IA generativa. Nesse grupo, adultos jovens se destacam com os maiores índices de uso, confiança e engajamento com a tecnologia. 

  • Globalmente, pessoas com menos de 35 anos são as que mais utilizam e confiam em IA; por outro lado, adultos mais velhos tendem a ser mais cautelosos ou menos envolvidos. 

  • A pesquisa indica que, entre populações de economias emergentes, há também um uso intenso de telas para lazer, alto tempo de tela recreativa e dependência de socialização digital — fatores relacionados a pior percepção de bem-estar e menor satisfação de vida. 

Implicações para o Brasil e o futuro digital

O estudo reforça que, embora o Brasil esteja entre os países com maior adesão à IA generativa, a “corrida” tecnológica traz desafios importantes: a adoção nem sempre é acompanhada de preparo ou bem-estar digital. Isso expõe desigualdades por faixa etária e ressalta a importância de políticas e iniciativas de alfabetização digital que abranjam todas as idades.

Segundo a Cisco, não basta acelerar a adoção — é fundamental garantir que as pessoas, independentemente de idade ou localização, possam usar a IA de forma consciente, com segurança, e de modo a promover qualidade de vida. 

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