


A adoção de inteligência artificial continua acelerando nas empresas brasileiras, mas a distância entre ambição e execução segue evidente. De acordo com o Relatório de Maturidade em IA 2025, produzido pela Indicium em parceria com a PureSpectrum, 74% das organizações acreditam que a IA será fundamental para o futuro dos negócios, porém menos da metade conseguiu colocar soluções de IA efetivamente em produção.
O dado revela um descompasso crítico: enquanto a percepção de valor da IA já está amplamente consolidada, a maturidade técnica, operacional e de dados ainda não acompanha o mesmo ritmo.
O estudo mostra também que 66% das empresas pretendem escalar iniciativas de IA nos próximos anos, mas enfrentam limitações estruturais que travam essa evolução. Entre os principais obstáculos estão a baixa qualidade dos dados, a falta de integração entre sistemas, problemas de governança, e a insuficiente confiabilidade das informações — fatores que comprometem o desempenho dos modelos e a adoção em escala.
Para os especialistas da Indicium, a mensagem é clara: o futuro da IA depende diretamente da maturidade em dados. Sem bases bem estruturadas, governadas e preparadas, iniciativas de inteligência artificial tendem a permanecer em fase piloto, sem alcançar o impacto esperado sobre produtividade, inovação e competitividade.
A discussão ganha destaque no ecossistema de tecnologia porque reflete um cenário global: organizações querem avançar, mas ainda constroem seus projetos sobre fundações frágeis. A maturidade em dados — e não apenas o investimento em modelos de IA — passa a ser o diferencial competitivo da próxima década.