


As maiores consultorias globais de tecnologia — Deloitte, Gartner e KPMG — divulgaram nas últimas semanas suas principais análises e projeções para o cenário de TI e Inteligência Artificial em 2025/2026. Juntas, elas formam um panorama consistente que reforça uma mesma mensagem: a IA deixou de ser uma novidade e passou a operar como infraestrutura estratégica dos negócios.
A seguir, a curadoria comentada dos principais insights desses relatórios e como eles impactam diretamente empresas brasileiras.
Deloitte: IA como fio condutor das transformações tecnológicas
O estudo Tech Trends 2025, da Deloitte, destaca que a inteligência artificial será o elemento transversal capaz de redefinir processos, arquitetura tecnológica e modelos operacionais. A consultoria ressalta:
A modernização de sistemas legados como peça crítica para destravar inovações.
O avanço de “sistemas cognitivos” integrados ao core operacional.
A necessidade de novas práticas de confiança digital (“cyber & trust”) para sustentar automação em escala.
A mensagem central é clara: sem modernização e governança, não há IA sustentável.
Gartner: dez tecnologias estratégicas que irão moldar 2025
O Gartner publicou sua tradicional lista de Top 10 Strategic Technology Trends for 2025, com forte presença de IA generativa e agentes inteligentes. Entre os destaques:
Crescimento acelerado de agentes de IA como camada operacional entre dados, pessoas e sistemas.
Maior foco em AI Governance para reduzir riscos, vieses e lacunas regulatórias.
Pressão por resiliência e segurança diante de ambientes híbridos mais complexos.
Previsão de crescimento de 7,9% nos gastos globais com TI, impulsionados por automação, nuvem e dados.
Para as empresas, o Gartner aponta que 2026 marcará a consolidação de modelos operacionais guiados por IA — especialmente em áreas como atendimento, finanças, supply chain e TI corporativa.
KPMG: maturidade digital e retorno financeiro em alta
No Global Tech Report 2025, a KPMG destaca que organizações que investiram de forma contínua em tecnologia nos últimos 24 meses reportam aumento direto de lucratividade, impulsionado por IA, dados, cibersegurança e automação.
Na versão específica para saúde (Healthcare Insights), publicada na última semana, a consultoria mostra que:
Governança e qualidade de dados são os maiores entraves para IA.
Cibersegurança é prioridade absoluta.
Modernização de infraestrutura é urgente para escalar agentes e automações.
Tecnologias emergentes estão reduzindo custos e melhorando desfechos operacionais.
O relatório reforça que a maturidade digital passou a ser fator de competitividade, não mais um diferencial.
O que isso significa para as empresas brasileiras
A partir da análise conjunta dos três relatórios, surgem implicações claras:
1. Governança de IA deixa de ser “boas práticas” e passa a ser “obrigação estratégica”
Empresas precisarão estabelecer políticas formais, métricas e modelos de supervisão.
2. Modernização tecnológica é inadiável
Sistemas legados representam risco, custo e limitam o avanço da IA.
3. Orçamentos de TI vão crescer, mas sob forte pressão por ROI
A ordem agora é: menos experimentação e mais resultados concretos.
4. Cibersegurança se torna pilar central da estratégia
Agentes de IA, automações e dados sensíveis exigem proteção reforçada.
5. Dados passam a ser a infraestrutura crítica da IA
Sem qualidade e interoperabilidade, a IA corporativa não entrega valor.
Conexão direta com a agenda da Revista Digital Tech Show e seus eventos
O novo ciclo de tendências descrito pelas consultorias está totalmente alinhado à programação dos eventos que o IIMA e a ABEINFO realizam em 2025 e 2026:
RPA & AI Tech — foco total em automação, agentes corporativos e IA aplicada.
Cyber Security Conference — diretamente conectado às tendências de risco, proteção e confiança digital.
AI Innovation Show — visão estratégica sobre uso corporativo da IA..
AI + Low-Code & No-Code Forum — aceleração da entrega tecnológica.
AI+IM Brazil Fórum (AIIM) — governança, informação e maturidade digital.
Com base nesses estudos, fica evidente que a demanda por conhecimento, atualização e conexão sobre IA, automação, cibersegurança e modernização tecnológica será crescente nos próximos dois anos — exatamente as áreas centrais cobertas pela revista e pelas feiras que você lidera.