


O ano de 2025 foi marcado por uma série de choques para os profissionais de cibersegurança: mudanças políticas nos Estados Unidos abalaram a estrutura das agências federais de defesa digital e geraram repercussões globais, enquanto a evolução da inteligência artificial deslocou o foco da IA generativa para os agentes autônomos, usados tanto para produtividade quanto para ataques cibernéticos. Paralelamente, a onda de invasões a infraestruturas críticas e empresas comuns colocou equipes de segurança em permanente estado de alerta.
De acordo com o relatório “Predictions 2026: Cybersecurity And Risk”, da Forrester, o próximo ano promete ser igualmente — ou até mais — desafiador. A consultoria destaca que a combinação entre instabilidade geopolítica e a adoção acelerada de novas tecnologias por cibercriminosos exigirá que os líderes de segurança, risco e privacidade reforcem não apenas suas defesas técnicas, mas também a preparação humana para lidar com esse novo cenário. Forrester+1
Entre as previsões de destaque estão:
Um vazamento público provocado por IA de agentes autônomos — O relatório prevê que workflows com IA “agentic” causarão uma falha pública de segurança em 2026, levando a demissões de funcionários e desencadeando questionamentos sobre responsabilidades. Forrester+1
Governos irão controlar ou nacionalizar infraestrutura de telecomunicações crítica — A Forrester prevê que pelo menos cinco governos imporão restrições ou assumirão o controle de infraestrutura sensível de telecom para conter riscos crescentes. Forrester+1
Gastos com segurança quântica ultrapassarão 5% dos orçamentos de TI de segurança — À medida que a ameaça da computação quântica a criptografia atual se aproxima, as equipes de segurança terão de acelerar a transição para novas defesas criptográficas e migrações urgentes. Forrester+1
Para os profissionais que atuam na linha de frente da cibersegurança, o recado da Forrester é claro: não basta apenas investir em ferramentas ou responder aos incidentes — será necessário rever modelos de governança, treinar pessoas para novos tipos de ataques, e antecipar as mudanças estruturais no ecossistema de segurança.
Em vista disso, as organizações que desejam manter sua resiliência em 2026 devem começar agora a:
Mapear riscos associados a IA autônoma e agentes digitais;
Avaliar sua exposição em infraestrutura crítica e cadeia de telecomunicações;
Iniciar migração de criptografia legada e revisar orçamentos de segurança para antecipar a era quântica;
Reforçar a capacitação de equipes para lidar com ameaças híbridas — técnicas e humanas.
O relatório da Forrester reafirma que o contexto mudou: a cibersegurança deixou de ser apenas uma função de TI e se tornou uma peça central da estratégia de negócios, risco e confiança para as organizações que querem prosperar em ambientes de alta velocidade e adversidade.