


A União Europeia se prepara para uma das maiores transformações em seus controles de fronteira nas últimas décadas. A partir de 12 de outubro de 2025, entra em operação o Entry/Exit System (EES), plataforma digital que substituirá os carimbos manuais nos passaportes por um sistema automatizado de registro de entradas e saídas. A medida valerá para viajantes de países não pertencentes à UE ou ao Espaço Schengen, incluindo brasileiros em estadias de curta duração.
Com o EES, dados como nome, data de nascimento, número do passaporte, foto facial e impressões digitais serão coletados e armazenados em um banco de dados central gerido pela agência europeia eu-LISA. A iniciativa busca agilizar o controle de fronteiras, melhorar a segurança, evitar fraudes e permitir o monitoramento automático do tempo de permanência, substituindo os registros manuais hoje feitos com carimbos.
A implementação será gradual e ocorrerá nas fronteiras externas dos 29 países participantes do espaço Schengen. Entre outubro de 2025 e abril de 2026, alguns pontos ainda poderão utilizar carimbos durante a transição. A partir de 10 de abril de 2026, o sistema deverá estar plenamente operacional — marcando o fim definitivo dos carimbos em passaportes no bloco europeu.
Para brasileiros, a novidade significa que, na primeira entrada após o início do EES, será necessário passar pela coleta de dados biométricos, processo que será reaproveitado em viagens futuras. A mudança antecede a entrada em vigor do ETIAS, sistema eletrônico de autorização de viagem previsto para o fim de 2026.
A digitalização das fronteiras faz parte de um esforço mais amplo da União Europeia para modernizar fluxos migratórios e reforçar a segurança, ao mesmo tempo em que melhora a experiência dos viajantes internacionais com tecnologias biométricas e automação.
A iniciativa, batizada de “Piauí Inteligência Artificial”, foi lançada em 2024 e envolve uma ampla rede de colaboração entre o governo estadual, universidades federais (UFPI, UFRGS, Unipampa e IF Farroupilha) e a Secretaria de Educação. O projeto foi selecionado entre 86 iniciativas de mais de 50 países, concorrendo com propostas de nações como Reino Unido, Bélgica e Egito.
Atualmente, o programa alcança mais de 90 mil alunos em 540 escolas públicas, oferecendo a disciplina de IA a partir do 9º ano até o Ensino Médio. Além de conteúdos técnicos, os módulos incluem reflexões sobre ética, uso responsável da tecnologia e impacto social.
Mais de 680 professores já foram capacitados, com a meta de superar 800 nos próximos meses. Segundo a Unesco, o projeto se destaca por seu caráter abrangente e inclusivo, servindo como modelo para outras redes públicas no Brasil e no mundo.
O reconhecimento foi celebrado também pelo Itamaraty, que destacou a importância de políticas públicas que integrem tecnologias digitais ao processo educacional, fortalecendo a formação de uma nova geração preparada para os desafios da transformação digital.