


Durante a apresentação dos resultados da Accenture, a CEO Julie Sweet foi enfática ao afirmar que a inteligência artificial generativa (GenAI) só gera valor real quando as empresas conseguem mudar sua mentalidade e seus processos internos. Segundo ela, o maior obstáculo não está na tecnologia, mas na capacidade de promover gestão de mudanças e reinvenção organizacional.
Sweet revelou que, apenas no último ano, a GenAI representou US$ 5,1 bilhões em novas reservas para a Accenture, um salto expressivo em relação aos US$ 3 bilhões do ano anterior. No entanto, destacou que esse avanço não depende apenas de cientistas de dados, mas também de consultores capazes de combinar conhecimentos em gestão de mudanças e IA.
“As empresas estão tratando a GenAI como uma transformação digital, quando na verdade ela exige uma transformação comportamental. O Santo Graal não é aprender todos os recursos de um Copilot, mas tornar-se fluente em aplicá-lo de forma a transformar a maneira como os clientes trabalham”, disse Sweet.
A executiva reforçou que o verdadeiro diferencial está em requalificar profissionais, capacitando-os a aplicar a tecnologia de forma estratégica em setores que exigem confiança, como consultoria, jurídico, bancário e seguros. Para ela, colaboradores que já dominam habilidades humanas, como comunicação e gestão de pessoas, têm potencial para se tornarem “rockstars” no novo cenário.
Com a criação da AI Mindset, braço da Accenture voltado à mudança de mentalidade sobre IA, a empresa pretende acelerar a adaptação cultural de seus clientes e colaboradores. “Não se trata de uma curva de aprendizado técnico, mas de uma transformação comportamental profunda”, concluiu a CEO.