


A Albânia, país de 2,7 milhões de habitantes no sudeste da Europa, entrou no centro do debate sobre o papel da tecnologia nos governos. O primeiro-ministro Edi Rama sugeriu publicamente que, no futuro, o país poderia ter um ministério inteiro administrado por inteligência artificial — sem nepotismo, sem salários, sem corrupção e trabalhando sem parar.
Segundo Rama, a adoção de IA em cargos de gestão poderia trazer maior eficiência e transparência às instituições públicas. A proposta, no entanto, também desperta críticas e dilemas democráticos: até que ponto máquinas devem participar da tomada de decisões que afetam milhões de cidadãos?
Embora ainda não haja medidas concretas nesse sentido, a Albânia já utiliza ferramentas de IA em negociações com a União Europeia, na tentativa de acelerar sua entrada no bloco econômico. A discussão mostra que o impacto da tecnologia não se restringe a empresas e negócios — ele pode chegar ao coração da governança pública.